22 Dezembro, 2010

Em face dos últimos acontecimentos...

É eu sei.
O nome do blog é chickeiro, mas em nenhum momento eu precisava tê-lo deixado às moscas. Em fato, os últimos meses trouxeram tantas mudanças, tão inesperadas mudanças, que o blog, espaço primordial para manifestação das minhas idéias, das minhas angústias, da minha visão da vida... ficou ao Deus dará. Deixou de ser espaço, deixou de ser lugar, deixou mesmo de ser ocasião para eu pensar (e dizer) sobre mim mesmo.

17 Setembro, 2010

Tirem os palhaços da sala: um breve texto sobre as eleições

Eu não queria falar. Fiquei tempos sem escrever pra poder voltar falando justamente de política. Mas não dá. Fazendo uma pausa no meu projeto, bora falar um cadinho de política porque a coisa está feia!

15 Setembro, 2010

(120) Dias com Ela


Baseado levemente num diálogo que tivemos hoje, a caminho do oftalmologista (que não rolou).
E bastante inspirado pelos desenhos da Débora, lá do dbura. Recomendo demais!

28 Julho, 2010

A proposta

Meio tímida, um tanto sem graça e totalmente constrangida, ela sussurrou no ouvido da outra:
- Vem fazer amor comigo, vem?
A outra pensou que, não amando no mundo a ninguém, só tinha uma resposta a dar:
- Sim.
E fizeram.

Um segredo que te conto ao pé do ouvido



Tudo sempre teve um ritmo claro, uma seqüência para acontecer, uma hierarquia quase divina a ser respeitada. Primeiro ele via. De longe, a atenção capturada por um movimento de cabelo, um pedaço de seio aparecendo, as laterais do quadril entre a camiseta e a calça jeans. Um sorriso. Fisgado, passava a acompanhar os movimentos à distância. De repente se percebia pensando muito nela, procurando-a com os olhos, desassossegado. Era a primeira fase, a paixonose. Durava aproximadamente uma semana, talvez duas sem medicação, e era logo substituída por outra. 

24 Julho, 2010

Nós, os vilões

Hoje eu vou falar para os facínoras. Aqueles sujeitos ruins que desde os tempos dos seriados de bang-bang aprendemos a chamar de vilões. 
Mas não seja óbvio, não tenha uma imaginação tão pobre assim: o vilão não é aquele sujeito sisudo, um dos olhos vazados por uma horrível cicatriz, a barba mal feita. Bem vestido, o vilão até sorri. Inclusive, o vilão poderia ser eu ou você. Por isso eu comecei este texto pelo título de nós, os vilões.