13 Março, 2010

[Poesia nova] Lápide nº8


Eu sou aquilo que se perde,
a tradução mal feita,
o herói que extermina o vilão.

Sou o que á e não há,
sou o erro, a bobeira, o vacilo
- caixa-alta, chinelo de dedo, aborto -
Sou o arrependimento da leitoa e do porco,
que separados viraram,
os dois, toucinho.

Sou meu compadre e minha comadre,
meu filho que não nasceu.
Sou a semente jogada na pedra,
fui dono de um futuro promissor.

Ainda pergunta quem sou eu?
Tolo, sou a esperança.

04.03.2010

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O poema é de autoria minha, mas certamente você já tinha percebido e não tencionava copiá-lo como se fosse seu, né? É, eu pensei mesmo que não.

4 Participações externas:

Fabrício Belmiro disse...

vc está me provocando? lá vou eu de novo... mais uma pra nossa parceria

Fabrício Belmiro disse...

Mais um composição pronta! Terminei agora. Gravo mais tarde e te mando.

Luiz disse...

Ae Lucas,
bom te reencontrar aquele dia cara. Denise é uma maravilha - Denise, a vocalista maravilhosa da banda Maite.
Você continua com a porquera, huahaua. Doido demais. Volto sempre.
Entra ae no flickr depois, tem coisa massa lá. Té!
www.flickr.com/photos/luizdamiao/

Veronique d'Angoulême disse...

Eu?

Eu sou uma pessoa que você conhece.

E eu conheço você desde os tempos do Aldo... rs :)

Eu, pessoa. E Pessoa será sempre Pessoa. Mas Álvaro de Campos segue sendo Álvaro de Campos...


Eu, Veronique d'Angoulême

(porque "o poeta é um fingidor. Finge tão completamente que chega a fingir que é dor a dor que deveras sente")

Eu vim parar aqui através do blog daquela "Colecionadora de Silêncios"... Não sabia que o Chickeiro era seu.

E eu, quem sou? rs

Dá lá uma visitinha na minha Caza... ;)

www.acaza.blogspot.com